Qualquer pessoa razoavelmente informada, sabe que a luta dos professores por melhores salários não é de hoje. Por vários anos foram feitos movimentos, protestos e greves. Entretanto, estes não obtiveram significativo resultado. Nesses últimos dias, profissionais da educação de todo o estado, têm se organizado para reivindicar a sua causa.
O fato de que os educadores deveriam ser mais valorizados é indiscutível. Eles estudam e trabalham por horas, em um ambiente muitas vezes desgastante. Levam trabalho para casa, e, em nome da sua profissão, sacrificam o tempo que deveriam passar com as suas famílias.
Concorda-se que todo profissional, como médicos, engenheiros, arquitetos, psicólogos, etc., precisaram algum dia – e não poucos – de um professor. Porém, considerando o quadro real que estes enfrentam, pode-se dizer que as propagandas e campanhas de valorização a esse profissional, que a toda hora são exibidas pela mídia, tornaram-se um tanto irônicas e contraditórias. Os educadores já seriam muito bem recompensados e gratificados se recebessem o justo pelo seu trabalho.
Com certeza muitos não percebem a importância de um professor. Poucos lembram que o que possuem hoje, tanto riquezas materiais como não-materiais, devem-se a alguém que no passado lhe deu as primeiras lições de vida, lhe ensinou as primeiras palavras.
Professores são guerreiros, capazes de transformar histórias de vida. Poderosos o bastante para apontarem caminhos a cada um. Guerreiros muitas vezes cansados. Guerreiros, sim, pois foram da teoria a prática, da fala ao exemplo, por isso devem e merecem ser chamados de Guerreiros que ainda lutam. Tenho orgulho de ser aluna de vocês.
Daieli Letícia Kunz, 331, EEB Sara Castelhano Kleinkauf
(Texto publicado pelo jornal Visão do Oeste)
Essas palavras nos motiva e incentiva a continuarmos nossa luta. Não lutamos só por, mas por vocês também.
ResponderExcluirObrigada pela força.